TRADIÇÔES DE CARNAVAL
Categoria: Notícias e política
Expresso Multimédia
| OS GÓCHINHOS | ||
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É uma velha prática. Apesar de todas as tentativas de os fazerem desaparecer, ainda existem. Os "góchinheiros" procuram sempre os lugares mais escuros, um canto ou uma esquina, onde não possam facilmente ser apanhados de surpresa ou donde tenham facilidade de "as cavar", como único recurso para evitar as fúrias de alguém, quando directamente atingido. Para não serem reconhecidos, os gochinheiros envolvem-se em mantas ou capotes alentejanos e, alterando a voz em altos e baixos, e de forma a que os lesados não ouçam, começam o diálogo.
- Olha lá...
Todos - Ai que vergonha!...Oh!... Ai que vergonha!...
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| OS FOLGUEDOS DE CARNAVAL | ||
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Quase desapareceram por completo. Resumem-se, nas aldeias, quase exclusivamente à exibição das "danças" populares. A execução faz-se ao som de uma
"charanga" dançando os executantes, que se apresentam aos casais vestindo exóticos uniformes e empunhando arcos enfeitados a papel de várias fitas que também são
utilizadas para outros números do programa. Os movimentos da dança obedecem a um "mestre", que os dirige por meio de um apito.
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| ENTERRO DO BACALHAU | ||
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Há padres, feiras, bispos e cardeais. Há discursos, homilias, testamentos, certidões de óbito lidas em voz alta. Há marcha fúnebre, carpideiras que choram e muito povo a assistir aos mais de 300 figurantes e personagens que se incorporam no cortejo do Enterro do Bacalhau que acontece no Soutocico, Leiria, de quatro em quatro anos, num protesto tradicional contra a igreja que proibia o consumo total de carne durante a Quaresma mas que abria uma excepção a todos os que comprassem a bula, indulto que só servia os mais abastados. A maioria do povo socorria-se do peixe mais barato: o bacalhau. Durante a ditadura de Salazar, o Enterro do Bacalhau esteve proibido e foi retomado com o 25 de Abril. Dura duas horas, algumas lágrimas dignas de actores profissionais e muitas gargalhadas. No cortejo, ninguém de descose e mantém-se a solenidade do evento.
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| LUIS LOBO HENRIQUES Photography | ||
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Uma das manifestações populares de Lazarim são os caretos, máscaras de madeira de amieiro esculpidas por artesãos, e que saem à rua por alturas do Carnaval. São os jovens da própria terra, em especial as raparigas que, com grande espírito de humor e diversão, demonstram assim o seu apego a uma manifestação genuína de cultura popular. Um dos pontos altos do Carnaval de Lazarim é a leitura, na praça da aldeia, dos Testamentos da Comadre e do Compadre feita sucessivamente por uma rapariga e um rapaz da terra.
O CARNAVAL DE LAZARIM, no concelho de Lamego, é sem dúvida dos mais genuínos carnavais portugueses, mantendo bem vivas tradições ancestrais que perduraram ao longo dos tempos. Máscaras carrancudas de madeira, esculpidas por artesãos da aldeia.
Aqui o ritmo das escolas de samba não conseguiu ainda penetrar, o que não deixa de tirar atractivos a este carnaval.
Máscaras de madeira eram frequentemente revestidas a pele de coelho, cujo pêlo era depois rapado a lâmina de barba, deixando apenas assinalados com o pêlo do próprio animal as zonas das sobrancelhas e do bigode.
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| Lazarim 2008 |

